6 de fevereiro de 2017

Um Curso em Milagres - Livro de Exercícios, Revisão V

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Pai Nosso, firma nossos pés. Que nossas dúvidas se aquietem e que as nossas mentes santas tenham serenidade, e fala conosco. Nós não temos palavras para dar a Ti. Queremos apenas escutar o Teu Verbo, e fazê-lo nosso. Conduz a nossa prática como um pai conduz uma criança pequena ao longo de um caminho que ela não compreende. Mas ela segue, certa de que está a salvo porque o seu pai lhe mostra o caminho.

Assim trazemos a Ti a nossa prática. E se tropeçarmos, Tu nos erguerás. Se esquecermos o caminho, contamos com a Tua lembrança que não falhará. Nós nos desviaremos, mas Tu não esquecerás de nos chamar de volta. Apressa nossos passos, agora, para que possamos andar em direção a Ti com maior certeza e rapidez. E aceitamos o Verbo que nos ofereces para unificar a nossa pática à medida que revisamos os pensamentos que nos tens dado.

1 de fevereiro de 2017

Um Curso em Milagres, lição 163


"Pai nosso, abençoa os nossos olhos hoje. Somos os Teus mensageiros e queremos contemplar o glorioso reflexo do Teu Amor que brilha em todas as coisas. Vivemos e nos movemos só em Ti. Não estamos separados da Tua vida eterna. Não há morte, pois a morte não é Tua Vontade. E nós habitamos onde nos colocaste, na vida que compartilhamos Contigo e com todas as coisas vivas, para sermos como Tu és e parte de Ti para sempre. Aceitamos os Teus Pensamentos como nossos e a nossa vontade é una com a Tua eternamente. Amém."

13 de janeiro de 2017

Um Curso em Milagres

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Um Curso em Milagres - UCEM (ACIM em inglês), é um livro considerado por seus alunos como um "caminho espiritual".[1]Escrito originalmente em inglês entre 1965 e 1972 pela psicóloga clínica Helen Schucman em Nova Iorque, nos Estados Unidos. De acordo com Helen, ela e o psicólogo William Thetford "escreveram" o livro por meio de um processo proveniente de canalização que Schucman chamou de "ditado interior".[2][3][4][5][6] Helen Schucman disse que a fonte da sua canalização foi Jesus. Os ensinamentos do curso foram comparados com as premissas fundamentais da religião oriental. No entanto, ele utiliza a terminologia tradicional cristã.[5] J. Gordon Melton constata que ele é mais popular entre aqueles que estão desiludidos pelo cristianismo tradicional.[5] Desde a primeira vez em que ficou disponível para venda em 1976, teve mais de 2,5 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro em 22 idiomas diferentes.[7] No curso você irá se deparar com vários termos que são de domínio da área da psicologia, tais como: projeção, separação, sistema delusório, sonhos, alucinação, negação, defesas, insanidade, ego, fantasia, culpa, e percepção.Todos esses termos que foram utilizados no livro fazem parte de um vasto sistema inter-relacionado. O Curso é composto de três livros: o Texto de 721 páginas, o Livro de Exercícios para estudantes de 512 páginas e o Manual de Professores de 94 páginas.

É um currículo de auto-estudo que tem como objetivo ajudar os leitores a alcançar a transformação espiritual. De acordo com a introdução da seção do Livro de Exercícios, o livro Texto é necessário já que "Um fundamento teórico tal como o Texto provê é necessário como uma estrutura para fazer com que as lições no livro de exercícios sejam significativas", onde o propósito desses exercícios é "de treinar a tua mente para pensar segundo as linhas propostas pelo Texto e para percepção diferente de todos e de tudo no mundo". UCEM nos diz que tem o propósito de "remover os bloqueios á consciência da presença do amor, que é a sua herança". A introdução do livro contem o seguinte resumo: "Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a paz de Deus."

Como o budismo, a intenção e a estrutura de Um Curso em Milagres é profundamente psicológica. Uma palavra ainda melhor, embora não seja normalmente usada, seria "psicoespiritual". O curso utiliza os conceitos da psicologia desenvolvidos por Freud: os mecanismos psicológicos de defesa, de negação e projeção, a mente consciente e inconsciente e a psique. No entanto, o termo ego, como usado em Um Curso em Milagres, tem um significado diferente de ego em Sigmund Freud (De sua trindade de Id, Ego e Superego). Dr. Kenneth Wapnick, o estudioso mais importante do curso, define o ego como:a crença na realidade do eu separado ou falso, feito como substituto para o eu que Deus criou; o pensamento de separação que dá origem ao pecado, culpa e medo; a parte da mente que acredita que é separada da Mente de Cristo.

Um Curso em Milagres e o Vedanta apresentam uma visão não-dualista: Deus / Céu / Brahman é tudo o que é, e tudo o mais é ilusão. Tudo o que é impermanente é ilusão. Tempo e espaço, quente e frio, para cima e para baixo, o mundo como nós o conhecemos, são todas as manifestações da mente que nos mantem inconscientes de nossa verdadeira natureza - que somos um com Deus, que sempre fomos e sempre seremos. Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe.

O equivalente Vedanta do ego é Maya - o poder ilusório de Brahman, que constituiria uma qualidade do universo. Dada a natureza psicológica do Curso, não é por acaso que as figuras proeminentes envolvidas na edição inicial do Curso, Helen Schucman, Bill Thetford e Kenneth Wapnick, foram todos respeitados psicólogos clínicos - sua familiaridade com esses conceitos foi essencial à mensagem do Curso vir com precisão. O objetivo do livro é treinar a sua mente de uma forma sistemática a uma percepção diferente de tudo e todos no mundo.

Esse não-dualismo é o que você encontra nos ensinamentos mais elevados do hinduísmo e do budismo, mas raramente no ocidente. O que torna o Um Curso em Milagres único como sistema espiritual – antigo e contemporâneo – é sua integração entre essa metafísica não-dualista e uma psicologia sofisticada, amplamente baseada nos insights de Freud e de seus seguidores.


Ensinamentos

É um sistema de pensamento diferenciado que, quando levado ao último entendimento, permite a conquista de um estado perene de paz, onde a certeza habita na vivência do reconhecimento da unidade em si mesmo e com Deus, onde o amor a tudo abrange e não deixa espaço para opostos, onde nada real pode ser ameaçado, e onde o medo não tem significado diante da eterna condição de impecabilidade de um ser divino e eternamente perfeito, visto que é herdeiro incondicional de todos os atributos do seu criador. É extremamente diferenciado porquê sua prática não tinha referência neste mundo na condição humana, mas que, hoje já pode ser anunciado como uma real pragmática e objetiva forma de transitar dentro deste contexto virtual chamado mundo aparentemente tangível, até que a verdade alcance todas crenças equivocadas que, na ilusória dimensão chamada tempo, ainda podem ser percebidas, gerando estados desconfortáveis e sofríveis para aqueles que, equivocadamente se vêem como indivíduos e tentam dar realidade para ideias que admitem a possibilidade da separação ou de elementos separados, o que é totalmente impossível diante da lei imutável da unicidade da realidade. É enfim um modo de pensar onde perguntas como: de onde vim, para onde vou, o que estou fazendo aqui, onde estou, assim como todas as questões de caráter existencial já podem ser respondidas, visto tratar-se de um sistema de pensamento onde mistério é algo impossível para todos que sinceramente queiram ver a verdade.

Nossa aula aberta baseada em Um Curso em Milagres será no 
dia 21 de janeiro de 2017, de 10 ao meio-dia, 
no Park Way (ao lado do balão do aeroporto) - Brasília. 
Agende sua presença com Ana Liliam - 61 98153 8369 e analiliamventura@gmail.com

27 de novembro de 2016

O que representa e como fazer o Trabalho de Limpeza Espiritual de São Miguel Arcanjo

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Este trabalho representa uma cura verdadeira para nós, para os que estão ao nosso lado no plano visível ou invisível, e para o mundo.

A cura absoluta que buscamos, que em Um Curso em Milagres, vem a ser chamada de Salvação, é o nosso despertar. Quando não mais precisaremos vasculhar e limpar o passado de cada marca que trazemos na alma, quando veremos todas as coisas e experiências que temos vivido no mundo como mera ilusão. Nesse despertar tudo absolutamente será limpo, tudo e todos em nossas experiências estarão perdoados, e nós novamente nos reconheceremos como somos, em nossa essência divina.

Tem sido um longo caminho, esta a volta a quem nós somos. Uma jornada por vezes penosa, muitas vezes cheias de luz e lágrimas de amor e vida, cheia de beleza e contundente verdade. Só quem a empreendeu sabe dizer, e sei que somos muitos nesta caminhada.

Muitos instrumentos nos tem sido oferecidos, e todos são preciosos. Terapias de cura, de autoconhecimento, grupos de ajuda e terapêuticos de todos os tipos, livros e espiritualidade. Não nos falta ajuda, basta apenas observar a nossa volta, e dar os passos em direção a nossa luz.

Este trabalho também se encontra no rol dos instrumentos luminosos que nos são ofertados nesta fase em que passamos, onde vemos os duelos da luz e sombra no mundo.

Eu também sou uma buscadora de mim mesma, a assim tenho empreendido minha jornada, com gratidão a todos e aos conhecimentos que me têm apoiado. E como a necessidade é mãe do conhecimento, a necessidade me fez encontrar este fantástico trabalho, e desde então ele se tornou imprescindível para mim.

Tão formidável que não posso deixar de compartilhá-lo com o mundo. É fácil e o coloco a disposição neste blog, e para quem quiser treiná-lo de forma mais efetiva eu o ofereço em um curso.

São Miguel é o Ser encarregado de encaminhar as almas que partem deste planeta. É também responsável pela limpeza e purificação das energias deletérias que fabricamos com nossas mentes e emoções não curadas. Neste trabalho não precisamos usar nenhum objeto, nenhum símbolo, nenhum mantra, é apenas um pedido que fazemos, e que não pode deixar de ser atendido.

Nós pedimos, São Miguel nos socorre. Simples assim. Por não necessitar de nenhum artifício, por ser realizado com compaixão e perdão, sem julgamento algum (é tudo que é solicitado a quem realiza este trabalho), está de acordo com o plano de salvação que Deus nos proporciona.

Estou experimentando fazê-lo de forma ainda mais fácil, e é exatamente isso que agora coloco para vocês em simples passos explicativos.

Você pode fazê-lo para você, para outras pessoas, crianças, locais, situações, animais, e para o planeta.

Este trabalho limpa com eficiência, rapidez e segurança: energias negativas, tais como pactos, decretos, artefatos, implantes, magias, formas pensamento, etc. Encaminha almas, obssessores, parentes falecidos que permanecem ligados, inimigos de outras vidas, e os anjos decaídos que estão em atuação neste momento no mundo.

Faça o de preferência em voz alta (para não perder o foco), embora também possa ser feito mentalmente, em qualquer lugar, hora ou momento.

Não julgue, não se escandalize, não tema, apenas tenha em mente que em qualquer situação a ser tratada, abra seu coração ao amor e perdão. Pois só o perdão libera, só o amor cura.

1. Eu visualizo, ou peço - se não conseguir visualizar -, um octaedro de luz envolvendo a mim mesmo e a(s) pessoa(s), situação e local que necessitam de limpeza.

O octaedro é uma forma geométrica de oito faces, no caso duas pirâmides de 4 faces superiores coladas pela base.

2. Peço pela presença de São Miguel Arcanjo e seus anjos de luz.


  • Peço que todas as energias negativas de qualquer origem sejam limpas e transmutadas.
  • Peço que todas as entidades intrusas sejam amorosamente encaminhadas aos planos superiores de luz.
  • Peço que os senhores das sombras (ou anjos decaídos) retomem sua luz e retornem ao coração de Deus.
3. Oro a Deus... use mantras, orações, símbolos do Reiki, nomes sagrados do hebraico, enquanto sente que toda a situação é limpa (de dois a cinco minutos normalmente, poucas vezes leva mais tempo que isso).

4. Abençoo a mim mesmo, ou as pessoas, situações e/ou locais envolvidos.

5. Eu agradeço a São Miguel e sua falange de luz!



24 de novembro de 2016

De onde viemos

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"Eu venho de lá, onde o bem é maior. De onde a maldade seca, não brota. De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção.

Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades.

Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.

Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor.

Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.

Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria.

Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe.

Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho.

Eu venho de lá e não estou sozinho, “sou catador de lindezas”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem.

Procuro bonitezas e bem querer, sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar.

Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.

Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim.

Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho...

Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe. Te digo: tem sim, é fácil encontrar.

Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho. Este lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência, está em cada um de nós. Basta a gente buscar."

autor desconhecido, enviado por Virgínia

13 de outubro de 2016

O campo de abacaxis


Esta é uma história verídica. A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné. 

Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.

“Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva”. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis.

Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas. Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas.

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam “água na boca”, e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi.

Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: “rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica”.

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta.

Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: “Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis”. “Não fui eu!” – eles respondiam – “foram os outros que fizeram isso”. E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.

Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém.

No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc.

Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: “vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis”.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: “vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva” e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: “Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer”.

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer?

Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente.

Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: “amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus...” Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: “Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema.” Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: “Deus não pôde controlá-los” Então um dia, eles vieram falar comigo: “Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?” Eu estava pronto para dizer: “Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!”, mas em vez disto eu perguntei: “por que vocês estão perguntando isso?” “Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis”, eles responderam. Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: “Por que o senhor não fica mais com raiva?” “Eu passei a plantação adiante”, respondi, “ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva”.

Um deles arriscando perguntou: “para quem o senhor deu a plantação?” então eu disse: “Dei a plantação para Deus”.

“A Deus?” – exclamaram todos – “ele não tem abacaxis onde mora!” “Eu não sei se lê tem ou não abacaxis onde mora”, respondi – “eu simplesmente lhe dei os abacaxis”.

Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: “vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus” e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: “Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los” Eles tinham medo de Deus.

Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: “Tu-uan, seus abacaxis estão maduros”. “Não são meus, eles pertencem a Deus” – respondi. “É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer”. Então colhi alguns, e deixei também para os nativos.

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: “Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns.”. Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam.

E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos.
O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... “Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.


*Extraído do livro A Verdadeira Felicidade (estudo sobre As Bem Aventuranças) – Jaime Kemp - Editora Sepal)
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